Acido Hialurônico em pó funciona?
E vamos entender se funciona mesmo como um preenchedor facial.
Temos ouvido com mais frequência sobre o uso de Ácido Hialurônico (AH) liofilizado de baixíssimo peso molecular associado ao microagulhamento como uma forma válida para preenchimento facial Mas vamos entender de verdade a viabilidade, os mecanismos e as controvérsias e críticas por trás desse sistema.
A Barreira Cutânea
A Pele não é só um orgão, na prática é uma barreira física e química de alta eficiência. O estrato córneo (EC), a camada mais externa da epiderme, é frequentemente descrito na litratura como um sistema “tijolo e argamassa” (brick and mortar), de tão eficiente que esta camada é para impedir a entrada de qualquer coisa indesejável.

Justamente por ser tão “fechado”, e estar rico em lipídios, praticamente existe um bloqueio quando da penetração de substâncias hidrofílicas.
Isso é bem explicado quando entendemos a chamada Regra dos 500 Daltons, formulada por Bos e Meinardi [1]:
Princípio biofísico que estabelece o limite de peso molecular para a absorção percutânea passiva através de uma pele íntegra. De acordo com esse conceito, substâncias com massa molecular inferior a 500 Daltons (Da) possuem o tamanho ideal para atravessar a barreira do estrato córneo e atingir as camadas profundas, enquanto moléculas que excedem esse valor são fisicamente impedidas de penetrar de forma natural, ficando retidas na superfície da pele.
Com esta limitação, poucos ativos tem capacidade real de penetrar no tecido para ter alguma ação: Vitamina C (Ácido Ascórbico), que possui um peso molecular de aproximadamente 176 Da, Ácido Glicólico (76 Da), que devido ao seu tamanho diminuto é um dos esfoliantes químicos com maior poder de penetração; a Niacinamida (Vitamina B3, 122 Da), amplamente utilizada para recuperação da barreira lipídica e controle de manchas; o Ácido Salicílico (138 Da), que por ser lipossolúvel e pequeno, consegue penetrar profundamente nos poros obstruídos; a Cafeína (194 Da), conhecida por sua rápida permeação e ação estimulante na microcirculação; o Retinol (Vitamina A, 286 Da), que atua em receptores celulares dérmicos para estimular colágeno; e a Ureia (60 Da), que por sua massa molecular extremamente baixa, atua como um potente hidratante intracelular.
Se você der uma olhada no que tem nas prateleiras das farmácias, verão estes ativos quase onipresentes nos produtos, justamente porque tem um bom grau de efetividade em pele integra. Mas dessa lista ficam de fora muitos, muitos ativos relevantes para a estética:
O Colágeno (~300.000 Da) e a Elastina (~70.000 Da) são exemplos clássicos de proteínas gigantes que ficam retidas na superfície, atuando apenas como formadores de filme hidratante e protetor. O Ácido Hialurônico (frequentemente superior a 10.000 kDa) também é impedido de transpor o estrato córneo devido ao seu enorme raio hidrodinâmico, limitando sua ação à umectação superficial [2, 3]. Outros ativos que enfrentam essa barreira física incluem os Fatores de Crescimento (proteínas complexas como o EGF, com ~6.000 Da), a Vitamina B12 (Cianocobalamina, ~1.355 Da), que possui quase o triplo do tamanho adequado para absorção passiva, e a Albumina (~66.000 Da), comumente utilizada em máscaras com efeito tensor temporário.
Como estamos falando de ácido hialuronico em especial, vou focar nisso a partir de agora. Já vimos que é uma molécula gigante, que não consegue penetrar na parede de tijolos do estrato córneo.
Pensando bem…existem os poros na pele, correto? Sim. E os artigos descritivos dos poros da pele e suas variações indicam que os poros visíveis apresentam aberturas que variam de 350.000 nm a 870.000 nm (0,1 a 0,6 mm2) [14, 15]..
Daí você pode falar:
Se existem os poros da pele, então pode penetrar pelos poros! Cabe a molécula de Acido Hialurônico e ela vai ser absorvida!
Não, você não é o Bob Esponja pra ter poros que permitem ida e volta de fluidos ou outras moléculas quando bem entender.
Entenda que poro não é um canal de fluxo livre; a unidade pilossebácea é preenchida por uma matriz lipídica densa (sebo), que exerce “repulsão físico-química“ contra o AH, que é altamente hidrofílico.
Além disso, microscopia revela que alguns poros possuem uma arquitetura chamada “Stalagmite-like” (SL) — invaginações epidérmicas onduladas que retêm o produto em depressões superficiais (hollows), impedindo a penetração do ativo:

E pela via intercelular, através/entre os corneócitos (que tem distâncias entre 20 a 50 nm entre si), é inacessível devido à natureza higroscópica do AH: ao ligar-se à água intersticial, o oligômero expande instantaneamente, “travando” na barreira lipídica ou nas irregularidades da junção dermo-epidérmica antes de atingir a derme papilar.
OU seja, o efeito é exclusivamente na superficie da pele, nunca atravessando o extrato córneo.
Para resolver esse problema, temos duas saidas que trabalham juntas. A primeira:
A Nanotecnologia
Através de processos como hidrólise controlada ou micronização física é possivel fragmentar o Ácido Hialurônico e transformar os polímeros (macromoléculas de cadeia longa com milhares de unidades repetitivas) em oligômeros (fragmentos curtos com poucas unidades repetitivas) de baixíssimo peso molecular. Estamos falando de uma redução de escala muito grande:
Peso Molecular: Enquanto o AH de baixo peso molecular oscila entre 50 kDa e 150 kDa, a nanotecnologia permite fragmentar ainda mais para que as moleculas fiquem entre 2 kDa a 5 kDa.
Dimensão Geométrica: Em termos de tamanho de partícula, estes processos reduzem os tamanhos moleculares para 2 a 10 nanômetros (nm).
Mas como vimos anteriormente, mesmo pequenas assim, devido a natureza altamente hidrofílica do Ácido Hialurônico faz com que ele se ligue à água imediatamente, aumentando seu raio hidrodinâmico e “travando” na barreira lipídica antes de atingir a derme.
Mas temos um segundo passo para resolver isso:
O Microagulhamento
É aqui que o microagulhamento vira protagonista, afinal nada como uma agulha penetrando na pele e “empurrando” na marra os ativos, concorda? Mas não só isso: a criação de microcanais através de agulhas rompe fisicamente a continuidade do estrato córneo. Nessa hora, vai pras cucuias a Regra dos 500 Daltons e a barreira lipídica.
Veja que neste cenário, a nanotecnologia não serve para “entrar sozinha” na pele, mas para garantir que, uma vez dentro dos microcanais “artificiais”, as partículas tenham mobilidade lateral e vertical na derme papilar [5].
Moléculas maiores poderiam ainda ficar retidas no topo do canal, já as nanopartículas, devido ao seu tamanho, conseguem se infiltrar mais profundamente na matriz extracelular antes que a reepitelização feche os canais (o que ocorre em poucos minutos depois do microagulhamento).

Mas não é PREENCHIMENTO, é SKINBOOSTER
Vou tentar não falar tanto em marcas, porque nenhuma está oficialmente no mercado nacional, mas é possivel achar várias opções nos marketplaces da internet (tudo sendo vendido devidamente irregular, como é comum no mercado da estética). E, obviamente, mentindo sobre ter Anvisa. Não localizei nenhum dos produtos no site da anvisa, nem como cosmético, muito menos como medicamento…
Tem até cursos ensinando fazer, mas depois entro nesse mérito.
O que cabe dizer agora: muito do marketing sugere que este é um material preenchedor. “Filling” é um termo utilizado com frequencia na embalagem das diversas marcas, em tradução seria “preenchimento”.
Daí o que fazem os vendedores? Falam que é um preenchedor em pó… Mas cabe uma explicação semântica:
O termo Filler designa o agente material, ou seja, a seringa de preenchedor, com a substância capaz de atuar como um implante dérmico de longa duração. Por ser uma rede polimérica grande, sólida e estável, ele proporciona projeção mecânica e possui uma longevidade tecidual prolongada [6].
Já o termo Filling descreve o efeito visual de preenchimento ou a ação de tornar o tecido momentaneamente mais “cheinho”, sem relação com o material utilizado. No contexto destes ácidos hialuronicos em pó para uso através do microagulhamento esse fenômeno é predominantemente hidrodinâmico: atrair fluido para o compartimento extracelular e gerar um aumento do turgor e da pressão hidrostática, promovendo um espessamento epidérmico e dérmico breve, tal qual um skinbooster.
Então veja que mesmo os fabricantes não dizem que são preenchedores, mas sim que preenchem as rugas finas:

Como sempre digo, vendedores não vão pro céu. Mas o pior está por vir:
A Irrelevância do Volume absorvido
Um ponto frequentemente negligenciado é a análise quantitativa da técnica. Explico: no preenchimento convencional com agulhas, injeta-se, por exemplo, 1,0 mL de um gel com concentração de 20 mg/mL diretamente em um plano anatômico específico (ex: sulco nasogeniano), depositando 20 mg de material sólido em poucos pontos mais concentrados.
Usando a técnica de microagulhamento a dinâmica é bem oposta, pense comigo:
Concentração Irrisória: Uma ampola de pó liofilizado contém apenas alguns miligramas de AH. Como disse, difícil entender exatamente o conteúdo porque nem os fabricantes divulgam, mas na média possuem cerca de 5mg de ácido hiallurônico a cada grama de produto. Se pensar que no frasco tem portanto cerca de 25mg de produto ativo, quando distribuimos por toda a face (aproximadamente 300 cm2), a densidade de material por centímetro quadrado torna-se matematicamente desprezível.
Eficiência de Entrega: Conforme discutido por Alkilani et al. [5] e Prausnitz [16], o microagulhamento não é um sistema de infusão, mas de difusão facilitada. Estima-se que apenas uma fração que pode variar de 10 a 20% de um produto aplicado topicamente consiga, de fato, penetrar nos microcanais do microagulhamento.
A Pergunta que todos tem medo de fazer: Portanto dos 25mg, teoricamente somente 5mg são de fato aplicados no tecido. E isto usualmente é distribuido em 300 cm2 de rosto, como esse volume infinitesimal poderia gerar um efeito de “preenchimento” visível?
Analisando deste modo, percebe que o volume de material introduzido é insuficiente para qualquer alteração mecânica da volumetria facial? Neste contexto, é melhor utilizar um Acido Hialuronico em pó com microagulhamento ou partir para um skinbooster convencional que vai entregar seus 15-20mg de acido hialurônico de forma mais efetiva? Responda você, a mim cabe questionar e te explicar as entrelinhas dos assuntos.
No frasco constam 5g, por que só tem 20 a 25mg de ácido hialurônico?
A discrepância entre os “5g” estampados no rótulo e os miligramas de ativo real é um dos truques do marketing para inflar o chamado valor percebido.
Se o fabricante colocasse apenas os miligramas de ácido hialurônico puro no frasco, você acharia que ele veio vazio, pois o ativo liofilizado é quase invisível. Para criar aquela pó branca e volumos0, utiliza-se cerca de 4,80g de excipientes de liofilização (geralmente Manitol ou açúcares neutros), que servem apenas para dar corpo ao produto, mas não possuem qualquer função biológica ou estrutural na pele.
Você paga por "5g de substância", mas leva uma “montanha” de açúcar e um “pitada” de ativos.
A prova matemática desse absurdo reside na capacidade de hidratação: cientificamente, 1g de ácido hialurônico puro atrai até 6 litros de água.
Se aquele frasquinho contivesse realmente 5g de AH real, a face do seu paciente teria que absorver 30 litros de água após a aplicação. Como o rosto de ninguém se transforma em uma bolha gigante depois do tratamento fica óbvio que o volume de ativo ali dentro é irrisório. Turgor e Edema
Poderia ser um nome de uma dupla de sertanejo universitário, mas na verdade são os dois efeitos que podemos esperar com o uso dos Ácidos Hialurônicos em pó e que de fato provocam um espessamento imediato da pele.
Ghosh [2] e Brown et al. [4] explicam que o AH de baixíssimo peso molecular possui uma higroscopia enorme, mas efêmera. As poucas moléculas que atingem a derme atraem água do próprio organismo. Esse aumento localizado de pressão hidrostática gera o chamado turgor, que suaviza rítides finas epidérmicas.
Show, é isso que você queria queria. Ponto a favor.
Como tudo tem um mas, isso se confunde com o Edema: O inchaço também pode ser a combinação de trauma mecânico do prórpio microagulhamento associado a resposta inflamatória aguda mediada por receptores de perigo (DAMPs, explico daqui a pouco), conforme detalhado por Cyphert et al. [10].
Ponto contra.
Não entendeu nada? Explico: na matriz extracelular de um organismo saudável, o Acido Hialurônico apresenta-se em cadeias longas (>10.000 kDa), exercendo funções homeostáticas e anti-inflamatórias.
Com o passar do tempo, esse ácido hialuronico sofre uma degradação através das hialuronidases endógenas (HYAL1 e HYAL2) e começa a ficar cada vez mais fragmentado [2]. A medida que estas cadeias vão ficando cada vez menores, elas passam a sinalizar o organismo que aquele local tem um sendo degradado, e com isso células inflamatórias se dirigem para a região para eliminar os fragmentos do ácido hialuronico degradado e substituir por novo, de cadeias longas.
Isso é o “turnover” natural da pele: degrada o acido hialuronico antigo, ele é reabsorvido e substituido por novos, com cadeias longas.
Mas ao utilizar os ácido hialurônico nano com tamanhos de 2 a 5 kDa, estes já tem o pontencial de desencadear o processo inflamatório desde o primeiro momento. Estes fragmentos são classificados na literatura como Padrões Moleculares Associados ao Perigo (DAMPs) justamente porque desencadeiam essa ação do organismo [10, 11]. Cyphert et al. [10] em um artigo muito interessante nomeado “Size Matters”, mostra que estes fragmentos não são reconhecidos como componentes estruturais, mas como sinais de “catástrofe tecidual”!
Portanto uma parte do volume imediato observado pós-procedimento — o tal efeito “filling” — é, portanto, um edema inflamatório agudo também induzido pela toxicidade molecular dos fragmentos associado ao efeito de hidratação inerente ao ácido hialuronico. De modo algum deve ser considerado que foi uma volumização física decorrente da massa do produto [11].
Mas isso, em alguns casos, pode ser interessante, e tem produtos que já agem assim, mas injetável.
Bioestimulo tecidual com Ácido Hialurônico
Polímeros de alto peso molecular ou preenchedores reticulados resistem à degradação por meses, os oligômeros de 2-5 kDa apresentam um turnover ultrarrápido, sendo depurados do tecido em questão de horas ou poucos dias [2,4].
Mas tem uma opção alternativa: e se usássemos polimeros de cadeias mais curtas, que tem uma duração pouco maior que os dias, mas menor que os muitos meses? Tem um medicamento que age assim: o Profhilo, que o marketing chama de bioregenerador tecidual. Considere assistir a esta aula depois de sua leitura.
À parte deste termo comercial, o fato do Profhilo utilizar cadeias leves de Ácido Hialurônico, ele promove de fato um efeito bioestimulador bastante suave, de algumas semanas. Não meses nem dias, mas semanas.
É relevante este bioestímulo? Muito pouco. O efeito do Profhilo também é mais de hidratação do que qualquer outra coisa, mas não dá pra negar a existência deste bioestímulo transitório em nivel celular.
O ponto é: nos ácidos hialurônicos nano, em pó, o gatilho inflamatório desaparece tão rapidamente do tecido, existe tempo biológico suficiente para uma neocolagênese estruturalmente relevante?
A literatura de Litwiniuk et al. [9] indica a necessidade de uma fase proliferativa sustentada. Se o estímulo químico cessa abruptamente devido à degradação enzimática precoce (afinal pelo tamanho os oligômeros duram pouquissimo tempo no tecido antes da degradação pelas hialuronidases endógenas), a resposta biológica pode limitar-se a um… como chamar?
“Susto metabólico”.
Vai ser essencialmente um irritante biológico de curtíssimo prazo, mesmo se compararmos com técnicas injetáveis tradicionais dos skinboosters não reticulados.
Preciso de um curso pra poder aplicar esse tipo de medicamento?
Não.
O procedimento de aplicação desses ativos é, invariavelmente, o microagulhamento. Para um profissional de saúde estética (Biomédico, Farmacêutico, Dentista, Fisioterapeuta ou Esteticista habilitado) que já domina a técnica de microagulhamento avançado, não existe uma barreira técnica real que exija um novo curso.
Mas tudo que vi sobre os vários cursos da técnica é que “somente através do curso” o aluno vai ter acesso aos distribuidores dos produtos. E uma aluna me chamou atenção quando estava escrevendo este artigo: ela fez um curso da técnica (tipo polvilhar o pó de acido hialurônico no rosto e microagulhar por cima…) e o “distribuidor” do produto era o próprio professor. Ora, ora, ora, porque nem me surpreeendo com isso?
O que vem na minha cabeça é uma coisa só: se fosse um produto regularizado, teria um marketing e acesso comercial aberto a todos profissionais. Esconder o distribuidor na fachada de um curso é pra dizer o mínimo, suspeito…
Claro que o que chamo de cursos de marcas são úteis para entender as especificidades daquele fabricante, mas cursos de marca, via de regra, são oferecidos gratuitamente pelos vendedores e distribuidores pra aumentar seus clientes, não é algo comprável…
Onde chegamos então?
Primeiramente, não tem na Anvisa produto disponível que esteja 100% legalizado no Brasil. E se algum leitor conhecer, agradecemos que utilizar a áre de Comentários para indicar que faremos com prazer a atualização deste artigo.
Segundamente, é um produto que tem uma forma de aplicação simples, e tem sua efetividade relativa. Mas não é superior aos medicamentos injetáveis. Emobra a nanotecnologia crie tamanhos moleculares reduzidos (2-5 kDa) e que permitem uma maior penetração no tecido não dá, nem de longe, pra provar sua eficácia como “preenchedor”. Lembre: Edema e turgor, estes são os efeitos previstos e esperados.
Terceiramente, pare de ser besta pra entrar em moda. Modas vem e vão, mas o que se sustenta é a prática com evidências científicas.
Hasta.
Downloads e Referências
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Adam N, Ghosh P. Hyaluronan molecular weight and polydispersity in some commercial intra-articular injectable preparations and in synovial fluid. Inflamm Res. 2001;50(6):294-9.
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Brown TJ, Alcorn D, Fraser JR. Absorption of hyaluronan applied to the surface of intact skin. J Invest Dermatol. 1999;113(5):740-6.
Alkilani AZ, McCrudden MT, Donnelly RF. Transdermal Drug Delivery: Innovative Pharmaceutical Developments Based on Disruption of the Barrier Properties of the stratum corneum. Pharmaceutics. 2015;7(4):438-70.
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Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Nota Técnica nº 7/2023. Esclarecimentos sobre a regularização de produtos para fins estéticos (Cosméticos x Produtos para Saúde). Brasília: ANVISA; 2023.
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