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Fox Eyes ou Foxy Eyes?

Uma tendência tomou conta das redes sociais e dos consultórios de estética: o “Fox Eyes”. Mas a a terminologia correta seria “Foxy Eyes”, com “y”. A palavra “foxy”, em inglês, é uma gíria que significa “sensual”, como na música “Foxy Lady” de Jimi Hendrix. Essa interpretação faz muito mais sentido do que a tradução literal de “Fox Eyes”, pois o olho de uma raposa, em si, não é considerado um padrão de beleza. O que se busca, na verdade, é um olhar mais sensual e alongado, algo mais próximo do clássico “olho de gatinho” (Cat Eyes), popularizado pela maquiagem.

O objetivo estético do procedimento é levantar a comissura lateral dos olhos, combatendo o aspecto de olhar caído e cansado. Isso pode ser alcançado de diversas formas, desde a maquiagem, que cria um efeito temporário com delineador, até procedimentos de harmonização facial e cirurgias plásticas.

No campo cirúrgico, a cantoplastia é o procedimento que reposiciona o canto do olho, muitas vezes associado a um lifting de sobrancelha para um resultado mais dramático, como o popularizado pela modelo Bella Hadid. Já na harmonização, a técnica é reproduzida com procedimentos minimamente invasivos, principalmente com o uso de fios de sustentação (PDO), toxina botulínica e preenchedores.

Contudo, o “Fox Eyes” não é uma técnica única, mas sim um conceito. Tentar replicar o efeito cirúrgico, que promove uma tração mais horizontal, com fios de PDO pode gerar resultados exagerados e pouco naturais. O que a maioria dos pacientes realmente deseja é um lifting mais sutil e inclinado, que abra o olhar e ilumine a região.

Para um resultado eficaz e duradouro, não basta apenas passar um fio de sustentação. É necessária uma abordagem completa que envolve:

  1. Toxina Botulínica: Para relaxar os músculos que puxam a sobrancelha para baixo.

  2. Preenchedores: Para dar sustentação em pontos estratégicos, como a região temporal.

  3. Fios de Sustentação: Para tracionar os tecidos, sempre ancorando corretamente na fáscia para garantir a durabilidade.

  4. Bioestimuladores: Para melhorar a qualidade da pele e a firmeza da região.

Portanto, em vez de buscar um curso sobre uma “técnica de Fox Eyes”, o profissional deve entender a física dos vetores de tração e aplicar os conhecimentos que já possui em harmonização sem cair em modismos passageiros.

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