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Agulha ou Cânula? A Verdade Sobre Segurança na Harmonização Facial

Uma das discussões mais frequentes nos consultórios de estética e harmonização orofacial gira em torno de uma escolha técnica fundamental: usar agulha ou cânula?

Existe um mito comum de que “cânula é 100% segura” e “agulha é perigosa”. Embora a agulha seja um instrumento perfurocortante que exige extrema cautela e aspiração obrigatória antes da injeção, ela é insubstituível para precisão. Para técnicas de reestruturação facial profunda (como o MD Codes), onde o preenchedor deve ser depositado no plano supraperiosteal (abaixo do músculo) para criar sustentação e efeito lifting, a agulha é a ferramenta ideal. Ela permite ancoragem firme, algo que a cânula, por sua ponta romba e flexibilidade, tem dificuldade em realizar com exatidão.

Por outro lado, a microcânula oferece uma segurança superior ao caminhar pelos tecidos, afastando vasos sanguíneos em vez de perfurá-los. No entanto, ela não isenta o profissional de riscos. O diâmetro é crucial: cânulas muito finas (como 27G ou 30G) comportam-se praticamente como agulhas, tornando-se autoperfurantes e aumentando o risco de embolização vascular. Além disso, a cânula é menos precisa, pois o orifício de saída do produto não fica na ponta exata, exigindo um cálculo visual do injetor.

Para o estoque do consultório, os especialistas recomendam simplificar. O sistema de medida “Gauge” (G) pode ser confuso, mas a cânula 22G destaca-se como o “coringa” da harmonização. Ela possui o equilíbrio ideal entre rigidez e segurança, sendo grossa o suficiente para não perfurar vasos facilmente, mas adequada para a maioria dos planos superficiais.

O sucesso clínico não está na ferramenta e dominar ambas as técnicas é o único caminho para um resultado estético refinado e, acima de tudo, seguro.

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