O domínio da anatomia vascular é o pilar fundamental para a segurança em qualquer procedimento de Harmonização Orofacial (HOF). Diferente de apenas decorar nomes de vasos, é preciso compreender seus trajetos, profundidades e como eles se conectam.
Neste artigo, detalhamos o trajeto das principais artérias e veias da face e mapeamos as zonas de risco clínico que todo profissional precisa conhecer para evitar intercorrências graves, como necroses e amaurose (cegueira).
A Origem: Carótida Interna vs. Carótida Externa
Tudo começa na artéria carótida comum, que se divide na altura do osso hioide em dois grandes ramos:
Carótida Externa: Responsável pela nutrição da maior parte da porção externa da face.
Carótida Interna: Responsável pela nutrição encefálica e da parte interna da face, mas que também irriga áreas cruciais do terço superior (olhos e fronte).
Essa divisão dita a gravidade das intercorrências. Lesões em áreas irrigadas pela carótida externa costumam gerar problemas locais (como necroses teciduais) que são mais fáceis de reverter. Já a embolização de vasos ligados à carótida interna pode ter consequências graves e irreversíveis.
O Trajeto da Carótida Externa e o Terço Inferior
A carótida externa entra por trás do contorno da mandíbula e emerge próximo à região do trago (ouvido), ramificando-se:
Artéria Facial Transversa: Passa por baixo da base do arco zigomático.













