2025 consolidou-se como um verdadeiro divisor de águas na Harmonização Facial. A principal mudança de paradigma foi a transição do que chamo de “tratamentos compensatórios” (preenchedores, volumizadores e outros tratamentos mais cosméticos) para a Medicina Regenerativa.
A literatura científica de alto impacto mudou o foco: saem os resultados puramente estéticos e entram as tecnologias que recuperam a função celular. Exossomos e polinucleotídeos dominaram as discussões, visando a saúde tecidual real, não apenas a aparência.
Paralelamente, o Ultrassom Dermatológico firmou-se como recurso indispensável de segurança para guiar procedimentos e, ironicamente, para gerir as intercorrências de uma nova tendência: a “desarmonização facial”.
O Fim da “Instagram Face”
Enquanto a ciência foca na célula, revistas como Vogue, Harper’s Bazaar e Allure decretaram o fim dos excessos. A palavra de ordem foi o “Quiet Beauty”. Celebridades como Kylie Jenner e Courteney Cox trouxeram a público a remoção de preenchimentos labiais e malares, buscando resgatar seus traços originais e fugir da estigmatizada “Pillow Face”.
No entanto, a busca pela naturalidade ainda enfrenta um paradoxo: vemos uma alta demanda por remover o artificial, apenas para cair na armadilha de precisar “reharmonizar” em seguida, corrigindo a flacidez gerada pelo esvaziamento rápido da face.
As Tecnologias e Ativos do Momento
Polinucleotídeos (PDRN): Entraram em seu segundo ano de glória, impulsionados por Jennifer Aniston e Kim Kardashian. Apesar do marketing simplista — e questionável — que apelidou o tratamento como se utilizasse “esperma de salmão”, a eficácia na qualidade da pele é inegável, e outros produtos estão na mesma linha, como os exossomos…
Hidratação Profunda: O conceito de skin quality segue em alta com produtos como Skinvive e Profhilo, meio um rebranding do que era chamado de skinbooster no passado…
Ozempic Face & Flacidez: Com a explosão das canetas emagrecedoras, protocolos combinando bioestimuladores (Sculptra/Radiesse) e tecnologias de ultrassom (Sofwave/Ulthera) tornaram-se essenciais para “resolver” o excesso de pele…
Micro-Coring (Ellacor): A grande aposta tecnológica. Agulhas ocas que removem microfragmentos de pele para forçar uma retração tecidual real. É o passo intermediário que faltava entre o laser e o lifting cirúrgico. Ainda insipiente aqui no Brasil, sem tecnologias disponíveis ainda, mas que temos certeza que vai crescer bastante.
Toxina Botulínica: Segue soberana, mas com novas abordagens: o “Lip Flip” (eversão labial sem preenchimento) e os “tweakments” preventivos da Geração Z. Toxina nunca sai de moda, ainda mais com lançamentos no Brasil, mesmo descontanto a grande confusão (e sacanagem) que a Blau fez com as marcas de toxina dela…
TikTok vs. Instagram
O comportamento nas redes sociais continuou bem louco… Além da enshittification que todas as plataformas estão passando, as trends ficam cada vez mais surreais:
TikTok, ou a Performance do Caos: Focado em “Visual Hacking” e DIY (Do It Yourself). A trend do “Morning Shed” viralizou, com jovens dormindo como “múmias” (fitas na boca, patches, faixas de queixo). Uma estética performática que prioriza a transformação visível e receitas caseiras — algo que minha avó, pioneira da Minancora e dos bobs noturnos, entenderia bem.
Instagram e a Vitrine de Luxo: Aqui, a tendência não é mostrar o curativo, mas o resultado de uma pele que “parece cara”. O foco é o acesso a tecnologias futuristas e médicos renomados, reels em clinicas famosas... O objetivo é exibir uma beleza que parece genética, mas que foi construída a base de lasers fracionados e regeneração celular, bem longe do improviso caseiro. Tudo meio dissonante quando comparamos com a idéia de Quiet Beauty.
Conclusão e Próximos Passos
De um lado, o PubMed consolida a Era Regenerativa. Do outro, as redes sociais viralizam desde diagnósticos caseiros até a complexa gestão da flacidez pós-Ozempic.
Como profissionais, nosso desafio é filtrar esse ruído e oferecer o que há de melhor em ciência e segurança. Para transformar nossos consultórios em verdadeiros centros de longevidade, precisamos alinhar essas expectativas.
Quero ouvir você:
Diante desse cenário de Exossomos, PDRN, Micro-Coring e o retorno da naturalidade, qual tema é mais urgente para a sua prática clínica?
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